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21/03/2017

Prefeitos e empresários pressionam União por verbas para duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas

Logística

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Com obra atrasada em mais de um ano e canteiros em ritmo lento, grupo de líderes locais teme que trabalhos sejam paralisados de vez e pedem repasse de R$ 140 milhões.

Prefeitos e empresários pressionam União por verbas para duplicação da BR-116, entre Guaíba e Pelotas Mateus Bruxel/Agencia RBS
Previsão era concluir em 2015 obra em rodovia de escoamento para o porto Foto: Mateus Bruxel / Agencia RBS  

Receosos de que a duplicação da BR-116 seja paralisada de vez, prefeitos e empresários da zona sul do Estado mobilizam-se pelo repasse de R$ 140 milhões para garantir os trabalhos. O grupo estima que o valor seja suficiente para assegurar mais de cem quilômetros de faixa dupla ainda neste ano.

A mobilização começou em fevereiro, após o orçamento da União prever R$ 60 milhões para o projeto em 2017. Como ainda seriam necessários R$ 600 milhões para a conclusão da obra, o valor previsto seria suficiente somente para a manutenção dos canteiros de obras, calcula a prefeita de Pelotas, Paula Mascarenhas, uma das líderes da mobilização.

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De acordo com a previsão inicial, a duplicação de 250 quilômetros da BR-116 entre Guaíba e Pelotas seria concluída em 2015. Diante da restrição de dinheiro, não há nova estimativa. O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit) não respondeu ao pedido de esclarecimentos de ZH.

— Não podemos nos conformar com o que está acontecendo. Já houve investimento alto na duplicação, mas a obra está lenta. Essa tem de ser uma causa de todo o Rio Grande do Sul, porque diz respeito à economia do Estado e aos gaúchos que estão sofrendo nessa estrada — diz Paula.

Na quarta-feira, o grupo se reúne com o governador José Ivo Sartori e, no fim do mês, com deputados e senadores gaúchos. Na pauta, o pedido para que pressionem o governo federal para liberar a verba. Para convencer a União da necessidade da continuidade da obra, o grupo defende a relevância da duplicação para o Estado e o país. Entre os estudos que serão apresentados, está um levantamento da Superintendência do Porto de Rio Grande mostrando que 73% das cargas embarcadas e desembarcadas nos terminais da cidade transitam pela rodovia.

— Queremos pressionar o governo para que aplique mais recursos neste ano. A não duplicação traz prejuízos econômicos muito grandes — diz Gilmar Bazanella, representante da Aliança Pelotas, grupo que reúne seis entidades empresariais da região na mobilização.

Outro argumento é a segurança no trânsito. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), metade dos acidentes com vítimas fatais no trecho entre Camaquã e Pelotas é de colisões frontais, ocorrências típicas de vias de pista simples.

— Alertamos sobre a importância da obra para reduzir acidentes e mortes. Quando se formam filas de caminhões, os veículos menores não conseguem passar um por vez, os motoristas perdem a paciência e forçam a ultrapassagem. Estamos nos mobilizando pela liberação de alguns trechos que estão semiprontos para desafogar esse trânsito pesado — explica o chefe da PRF em Pelotas, José Apodi Dourado.

Iniciada em 2012, a duplicação é dividida em nove trechos, executados por diferentes empresas. Hoje, 59% da obra está concluída e foram gastos R$ 613,9 milhões, mas o andamento segue em ritmo lento em razão dos repasses a conta-gotas. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplenagem no Estado, somente os trechos de Pelotas e São Lourenço do Sul estão em execução, e as empreiteiras reclamam de pagamentos insuficientes e em atraso.

 

Por Zero Hora - RS

 

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