Os 21 dias da greve dos servidores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), que se encerrou ontem, movimentaram o setor de encomendas expressas distribuídas por empresas prestadoras de serviços e de cargas e logística em Porto Alegre.
Os reflexos foram diferenciados por segmento e sentidos, principalmente, pelas empresas que prestam serviços na área de distribuição, informou o presidente do Sindicato das Empresas de Cargas e Logística no Rio Grande do Sul (Setcergs), Sérgio Neto.
De acordo com ele, as distribuidoras, que são em torno de 6 mil, absorveram a demanda do mercado, originada de pequenas e médias empresas, e despacharam seus produtos. 'Os Correios são um competidor com vantagens sobre as empresas, pois são isentos de tributação e não sofrem restrições em barreiras fiscais, por exemplo.
Quem procurou alternativas não saiu perdendo', especificou. A encomenda expressa distribuída pelos Correios, como Sedex 10, foi possivelmente a mais afetada com a paralisação.
Outro setor que registrou aumento nos negócios nos dias de greve foi o de encomendas da Estação Rodoviária da Capital, que teve aumento de 15% no volume de negócios.
O acréscimo no movimento obrigou a direção da Rodoviária a alterar o horário de trabalho dos funcionários. 'Houve transferência de movimento e atendemos muito bem a esse fluxo, com ajustes pontuais. Redobramos os cuidados para não transportar nos ônibus produtos que não podem', explicou o diretor de Operações da Rodoviária, Jorge Rosa.
Apesar das alternativas existentes no mercado, o assessor econômico da Fecomércio, que reúne 112 sindicatos filiados, Eduardo Merlin, alerta para o custo das operações, que, na avaliação dele, é impactante para o pequeno comércio ou indústria.
A dica do economista é que o empresário avalie os custos e o tempo de entrega antes de contratar a operação, sob pena de os prejuízos serem ainda maiores.
Estação Rodoviária teve incremento de 15% na greve