A restrição ao trânsito de caminhões na cidade de São Paulo deve ter um impacto mínimo na movimentação de cargas no Porto de Santos.
Essa foi a conclusão da reunião realizada na tarde de segunda-feira, na Capital, entre representantes da Secretaria Municipal de Transportes paulistana, da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), de três prefeituras da Baixada Santista, caminhoneiros e empresas transportadoras de cargas.
O encontro foi agendado para discutir os limites que serão impostos aos veículos de carga que passam pela Capital, ao transportarem mercadorias entre Santos e outras regiões do País.
Um decreto assinado pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e publicado em 13 de maio no Diário Oficial do Município criou a Zona de Máxima Restrição de Circulação, restringindo para o horário entre 21 e 5 horas o trânsito de veículos de carga nas avenidas Rebouças, Eusébio Matoso e Nove de Julho, em toda a extensão; Cidade Jardim, entre as avenidas Brigadeiro Haroldo Veloso e Brigadeiro Faria Lima; São Gabriel, em toda sua extensão; e Santo Amaro, entre as avenidas São Gabriel e Bandeirantes.
Esta seria apenas a primeira medida para aliviar o trânsito paulistano. Após a publicação do decreto, esperava-se o mesmo tipo de restrição para o mini-anel formado pelas marginais Tietê e Pinheiros e pelas avenidas dos Bandeirantes, Salim Farah Maluf, Anhaia Mello e Tancredo Neves, além das juntas provisórias, circuito utilizado pelos caminhões com destino a Santos. No entanto, durante a reunião, segundo participantes, o secretário-adjunto de Transportes de São Paulo, César Mecchi Morales, garantiu que a limitação será implantada de forma menos nociva, tanto para transportadores, quanto para o Porto de Santos.
O que mudará, conforme apurou A Tribuna, é que nessas vias, o único tipo de restrição imposta aos caminhoneiros será o rodízio de placas atualmente aplicado aos carros. Os caminhões cujas placas do cavalo terminam em 1 ou 2, por exemplo, estarão impedidos de trafegar pelo chamado Centro Expandido às segundas-feiras, e assim sucessivamente.
Procurada, a Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo informou que não se pronunciará sobre o que foi discutido na reunião, mas confirmou a medida.
"Ainda não foi definida a data para a publicação (do novo decreto), mas eles (Prefeitura de São Paulo) assumiram o compromisso de informar antes de efetivarem isso", revelou o secretário de Assuntos Portuários de Santos, Sérgio Aquino. "Pelos próprios números apresentados pela Codesp e pela EcoRodovias hoje, ficou claro que um número pequeno de caminhões terá que se reprogramar. Houve uma unanimidade do grupo (de Santos que participou da reunião) de que isso é perfeitamente factível. O impacto é absolutamente administrável, será mínimo". Segundo Aquino, Morales reconheceu também que houve problemas na divulgação das medidas.
De acordo com o diretor de Infra-estrutura e Serviços da Codesp, Paulino Moreira Vicente, que também preside o Comitê de Logística do Porto de Santos, "todos poderão se adequar a esses horários para que não haja problemas maiores nas operações do porto". Ele pediu ainda que, assim que forem acertados os detalhes com relação ao decreto, um representante da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo apresente o regramento ao comitê.