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05/06/2008

Importação de roupas já vai além da China

Comex - Mundo

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Os consumidores brasileiros que já se habituaram a comprar produtos têxteis com etiquetas da China, estão cada vez mais perto de vestir roupas feitas no Vietnã, Camboja, Indonésia ou Bangladesh.

As indústrias têxteis estão mergulhando mais fundo na relação com países asiáticos. Ancoradas na continuidade da relação cambial favorável às importações, elas prevêem incremento de compras de produtos acabados, semi-acabados e de matérias-primas desses países, além de iniciar a prospecção de novos fornecedores na Ásia, além da China. As buscas começam a envolver Paquistão e Índia, e chegam ao Vietnã, Camboja, Indonésia e Bangladesh, para compras que em boa parte só se efetivarão entre 2009 e 2011.

De acordo com Ulrich Kuhn, diretor de exportação da Hering, entre 5% e 6% do faturamento total da companhia em 2008 será proveniente de produtos prontos comprados da China. O percentual é praticamente o dobro do ano passado, que segundo ele, ficou próximo a 3%. Kuhn diz que o aprofundamento da relação com a Ásia é um processo inexorável. "À medida que o varejo brasileiro busca direto na Ásia, você cria um novo referencial de preço e o teu produto tem de estar adequado a esse patamar sob pena de perder a relação com o varejo. À medida que grandes redes de varejo estão indo à Ásia, você tem de seguir."

Além da relação estreita já estabelecida na China, país que a Hering começou a estudar como fornecedor entre 2003 e 2004, a empresa agora prospecta outros países asiáticos, como o Vietnã, para compra de produtos que chegariam entre 2010 e 2011. A intenção é diversificar os fornecedores, até para fugir da pressão de preços. "A China tem tido aumentos gradativos de preço, a região sul do país está ficando mais industrializada e os salários subindo."

A busca de produtos na Ásia pelo setor, que há quatro anos envolvia mais os artigos feitos de fios sintéticos ou composições de sintético, como jaquetas de microfibra, entrou em roupas de tricô, avançou para toalhas e roupões, além de fios de algodão, aviamentos, corantes. Agora é a vez das peças para reposição em máquinas do parque fabril.

Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário (Abit), de janeiro a abril deste ano, mostram o avanço das importações. O déficit na balança comercial do setor foi de US$ 650,3 milhões contra um déficit de US$ 277,7 milhões de janeiro a abril de 2007. Na avaliação de Kuhn, que também é presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis do Vale do Itajaí (Sintex) e consultor da Abit, o setor chegará ao fim do ano com déficit de US$ 2 bilhões, mais que o dobro do valor de 2007, de cerca de US$ 600 milhões.

Os produtos adquiridos na Ásia, mesmo com aumento de preço, ainda são de 30% a 50% mais baratos do que os similares produzidos no Brasil. Segundo Kuhn, alguns nem são produzidos no Brasil por falta de expertise, de matéria-prima ou porque ninguém se aventura a produzir diante da atual situação cambial.

Em algumas empresas brasileiras, a questão de produção na Ásia virou uma rotina. "Sempre que a empresa lança algum produto novo, é automático mandar a equipe cotar preços na Ásia. Recentemente, cotamos até saco plástico, mas não era mais barato. Tudo estamos vendo se tem mais barato por lá", afirma Gilmar Sprung, presidente da Cativa, indústria de vestuário, de Pomerode (SC).

A Cativa começou a importação da Ásia em 2004. Trazia da China insumos como pedra de strass, botões, zíperes e cadarços. Ao longo do tempo incrementou a rede de fornecedores e também chegou à Indonésia, de onde passou a trazer fios mistos de poliéster e viscose ou só viscose. Somados aos fios e aos aviamentos, a empresa resolveu recentemente trazer a produção pronta de Bangladesh, Paquistão e também da China. Hoje, a produção de confeccionados já acabados na Ásia pela Cativa representa cerca de 5% da produção e Sprung pretende incrementar essa relação para 20% do faturamento até 2010. Os produtos são basicamente vendidos em sua totalidade no mercado nacional, onde a Cativa mantém 95% do seu faturamento.

A estratégia de aprofundar as relações comerciais com a Ásia envolvem não só o setor de vestuário, os mais afetados no mercado interno pela competição de preços com os importados. Ela avança entre as empresas de cama, mesa e banho.

A Teka, que começou suas operações de compra de produtos na Ásia há cinco anos pela China, Índia e Paquistão, agora estuda importações de Bangladesh, Vietnã e Camboja. "Os custos na China estão subindo. Este ano, em média, aumentaram 13% por conta do corte de incentivos para produtores chineses, aumento da mão-de-obra e sua regulamentação, além da alta do preço do algodão, comprado principalmente da Índia. Por conta disso, a Teka começa a olhar outros países", explica Marcello Stewers, diretor de exportação e de relações com investidores.

A Teka, no fim de 2006, incrementou sua relação com a Ásia. Até então, as compras da empresa na Ásia eram feitas apenas pela Teka Europa, uma subsidiária localizada na Alemanha, para venda de artigos na própria Alemanha. Segundo Stewers, além de produtos acabados como toalha de fibra natural de bambu, de alto valor agregado, e roupões, a empresa agora compra insumos na Ásia como percais variados. Stewers explica que, por exemplo, o percal 300 fios, que faz parte da nova coleção no Brasil, vem da Ásia. "Antes, o percal 300 fios não existia na coleção e o 200 fios era produzido na Teka Brasil. Produzimos hoje na Ásia porque o custo é menor e a qualidade está excelente."

Para se ter idéia da importância que as operação na Ásia estão ganhando no faturamento da Teka, em janeiro de 2007 os produtos importados representavam 4% da receita, no fim do ano já atingiram 6%. A expectativa é chegar a 8% no fim de 2008 e atingir 15% no fim de 2009.

Vietnã, Camboja e Bangladesh serão visitados por Stewers no segundo semestre. "Já mandamos uma equipe para lá. Agora começamos um trabalho que pode demorar até um ano para identificar o fornecedor com qualidade e quem entrega no prazo. Será um trabalho técnico. É o processo mais demorado porque tenho de explicar o tipo da trama, o tipo do produto e a qualidade que queremos. Farei em Bangladesh o que fizemos na China."

Na indústria de cama, mesa e banho Lepper, localizada em Joinville (SC), a busca de fornecedores asiáticos, antes restrita a insumos, está avançando para itens pré-acabados, complementares à sua linha de produtos. Maria Regina Loyola Alves, vice-presidente da empresa, prefere não revelar quais os pré-acabados importados, mas diz que serão na área de felpudos, segmento que é o carro-chefe da companhia, com 66,6% de participação na receita. A idéia é importar ainda em 2008 para abastecer o mercado interno, principal foco de vendas da empresa.

Segundo Maria Regina, essa importação será de produtos que a fábrica no Brasil não teria condições técnicas de produzir. "Para esses itens, eu teria que modificar o parque fabril, seria mais custoso do que a importação de um terceiro, que já tem parque fabril adequado e conhecimento", explica.

A Lepper começou em 2007 com a importação de fios da Índia e tecidos do Paquistão. No caso dessa empresa, os produtos pré-acabados estão sendo negociados com produtores da China. Maria Regina diz que ainda não está previsto o percentual do faturamento da empresa que virá da produção feita na Ásia.

Na Buettner, as importações da Ásia, principalmente China e Índia, ocorrem em fios de algodão, corantes e até mesmo peças para manutenção das máquinas. Até fios 100% algodão, que antes eram na sua totalidade adquiridos no Brasil, passaram a vir de fora, além de trazer misturas como fios de algodão com poliéster e algodão com bambu.

O incremento das importações no segundo semestre de 2008 deverá ser muito forte em relação ao mesmo período do ano anterior: cerca de 200%, segundo João Henrique Marchewsky, presidente da empresa. A Buettner não chegará a substituir todos os fornecedores nacionais, mas os asiáticos chegarão a 30% do total.

Marchewsky diz que já fez estudos para importação de produto acabado da Ásia. "Mas para a Buettner esse recurso não dá certo porque trabalhamos com nichos e produtos diferenciados. Como não temos grandes volumes, o negócio acaba não sendo rentável". No entanto, ele passou a estudar a compra de semi-acabados, para finalização no Brasil, principalmente no segmento de cama, para venda no mercado brasileiro. "Ainda não decidimos. Mas já sabemos que do fio mais simples até percal 200 fios não vale a pena trazer, só fios mais sofisticados." A análise da Buettner envolve não só a China, mas também Paquistão. "Se não importarmos, ficamos fora do custo com o qual o mercado está trabalhando para vendas internas."

 

Por Valor Econômico - SP

 

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