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17/07/2017

Brasil precisa coordenar esforços no comércio internacional, diz Roberto Jaguaribe

Artigos / Entrevistas

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Roberto Jaguaribe tem uma missão particular, quase pessoal, à frente da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). O diplomata quer aproximar os órgãos que atuam direta ou indiretamente no desempenho do Brasil no comércio internacional e ampliar a base de empresas brasileiras que atuam fora do país. Trata-se, nas palavras dele, de uma “obsessão”. “As entidades, sozinhas, não conseguem resolver tudo. Precisamos atuar juntos, em uma frente única lá fora”, afirma Jaguaribe, que era embaixador do Brasil na China antes de assumir a Apex-Brasil, em maio do ano passado. A sintonia é particularmente relevante no momento atual do país, de crise econômica e séries de escândalos.

Segundo ele, a coordenação entre os atores é fundamental para dar solidez, foco e inteligência estratégica à promoção do Brasil no exterior. Exemplo é a reedição da parceria histórica entre a agência e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), executada pela Rede de Centros Brasileiros de Negócios (Rede CIN), que investirá R$ 14 milhões no apoio à internacionalização de empresas brasileiras. “Por meio da CNI e das federações, ganhamos capilaridade, conhecimento e capacidade de atingir a produção industrial do Brasil em todos os segmentos”, afirma.

O presidente da Apex-Brasil conversou com a Agência CNI de Notícias. Confira os principais pontos.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Qual é a importância da parceria entre a CNI e a Apex-Brasil?

ROBERTO JAGUARIBE – O acordo com a CNI é fundamental, na medida em que a CNI é o grande órgão da indústria nacional, juntamente com as federações estaduais de indústrias. É a entidade que tem a capilaridade, o conhecimento e a capacidade de atingir toda a produção industrial do Brasil em todos os segmentos. Então, ela abre portas para a gente ter capacidade de dinamizar o setor exportador por meio de duas vertentes principais. A primeira é a incorporação de mais atores ao processo de exportação. A segunda, é dando mais consistência para a produção para exportação, o que, em última instância, é mais consistência para a produção em si.

No caso do Brasil, por sermos um país grande, geográfica e demograficamente, com um mercado muito grande, a tendência das empresas brasileiras é o mercado interno. Mas o mundo está muito aberto, interativo e globalizado, de forma que a própria sustentação no mercado interno, em muitos segmentos, já requer uma competitividade de certa forma transponível para fora do país. Então, o acordo com a CNI ajuda muito nessa direção. E insisto: para nós, o ponto chave é o fato da CNI ser a grande entidade industrial do país e ter acesso às indústrias como um todo, através de si própria e das federações.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – O número de empresas exportadoras é o maior dos últimos anos, mas há margem para crescimento. Qual é a mensagem para as empresas que ainda não iniciaram seu processo de internacionalização?

ROBERTO JAGUARIBE – O processo de exportação é também um processo de incremento de competitividade, entendimento melhor das circunstâncias de competição no mundo que beneficia a própria produção no Brasil. Então, a empresa que se alia a essa iniciativa, mesmo que não venha a exportar, terá um ganho de conhecimento e mesmo de produção. Além disso, o mercado internacional pode ser central para muitas empresas, mas pode ser também um apoio de segurança, pois quanto mais mercados você atinge, menores são as variações às quais você está sujeito. O mercado brasileiro, por exemplo, passa por um momento de declínio na demanda – ainda que vejamos recuperação na indústria -, mas você pode cobrir isso com outros mercados. Tudo isso são elementos de mais segurança para as empresas.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – A imagem do Brasil foi afetada pela série de escândalos recentes. Isso afetou a estratégia de promoção da marca Brasil lá fora?

ROBERTO JAGUARIBE – É uma questão complexa. Estamos passando por crises efetivas, de natureza política, econômica – em alguma medida derivada da crise política -, e uma crise de confiança nas instituições. Há uma percepção de corrupção generalizada no país. Acho que isso afeta negativamente o Brasil, tem impacto, mas ele é menor para o entendedores mais profundos e os mais interessados no país, que, em última instância, são os que contam. Essa crise também é uma grande manifestação de resiliência e solidez das instituições democráticas.

Passando por percalços muito significativos, não deixamos nunca de seguir os preceitos legais e constitucionais. Não tenho dúvidas que frente a esse turbilhão de denúncias e prisões, pode-se extrair um elemento positivo, no Brasil e no exterior. Vários países têm processos de corrosão interna equivalentes ao Brasil. Nenhum tem a independência, seja do Judiciário, dos poderes investigativos, da promotoria, como tem o Brasil. Não tenho dúvida nenhuma de que esta independência é reconhecida globalmente e que o fato de pessoas de grande consequência política, econômica e empresarial estarem na cadeia evidencia a força do sistema. Evidentemente, que também se pode distinguir que essa independência real que os poderes e as instituições têm não são colocados para melhor uso e acho que a operação Carne Fraca exemplifica isso.

Além do mais, há notícias muito positivas no plano econômico. Uma recessão muito profunda, a maior da nossa história, está em vias de ser revertida. Já há crescimento no primeiro semestre, pequena recuperação no emprego – este sendo o elemento mais importante para o país – e há um aumento das exportações, inclusive do setor industrial. São elementos positivos que não passam despercebidos para o público externo, particularmente daqueles que seguem de perto o Brasil e têm interesse de investir aqui.

É interessante notar que, mesmo nessa crise significativa e com a possibilidade de deterioração da imagem, o Brasil continua recebendo fluxos significativos de investimento estrangeiro. Tem um problema de imagem? Tem, mas não pode ser tão grave assim, porque senão esses investimentos não estariam vindo para o Brasil. Este ano, inclusive, o volume é maior do que nos demais. Mesmo o impacto midiático é compensado em alguma medida por essa percepção de solidez democrática e de independência dos poderes.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Qual é a maior estratégia da Apex-Brasil, hoje, para trabalhar a imagem do país em 2017?

ROBERTO JAGUARIBE – Nosso papel é promover a credibilidade e o interesse no ambiente de negócios do Brasil. Seja para dar confiança ao produto brasileiro, seja para dar confiança no mercado brasileiro para atrair investimentos. Fazemos isso por meio de alguns programas. Atualmente, o carro-chefe da promoção da imagem do país é o Be Brasil, que lançamos durante os Jogos Olímpicos no ano passado. O Be Brasil tem muito de uma campanha muito bem sucedida que os ingleses lançaram também nas Olimpíadas que é o Great. No caso do Brasil, há uma cacofonia útil. O Be Brasil significa seja sustentável, diversificado, criativo, resiliente, inclusivo. O nosso foco é para o ambiente de negócios, em que Imagem e percepção sempre foram importantes, mas hoje, ao meu juízo, elas são mais importantes que os fatos e a realidade. Inclusive geram realidades alternativas. Para isso, o meio mais eficaz é trabalhar as mídias sociais. Elas têm sido o nosso foco.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Como a Apex-Brasil capta, hoje, as demandas do setor privado?

ROBERTO JAGUARIBE – Tradicionalmente, a Apex opera por meio de projetos setoriais, ou seja, os setores produtivos pedem apoio para um projeto de acesso a mercados externos. Hoje, apoiamos a exportação, a atração de investimentos e a internacionalização de empresas trabalhando juntamente ao setores. Por meio de convênios, conseguimos uma atuação mais estratégica e focada para as necessidades do setor.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – Desde que assumiu a agência, quais mudanças o senhor tem buscado implementar?

ROBERTO JAGUARIBE – Não estamos fazendo mudanças radicais na atuação da Apex-Brasil, apenas achamos relevante que ela passe a atuar com ingredientes a mais. Em primeiro lugar, essa minha obsessão de incluir os atores relevantes. Se quero ampliar o processo de exportação, a Apex-Brasil sozinha consegue resolver? Será que só a parte de promoção comercial na ponta consegue superar as deficiências de capacidade de penetração de mercados que a gente tem? Com clareza, digo que não.

Precisamos juntar outros atores, como, por exemplo, a CNI, que tem capacidade e capilaridade de atingir uma multiplicidade de empresas que nós, normalmente, não atingiríamos. O SENAI tem um poder de capacitação importante para dar mais competitividade específica às empresas com pretensão de entrar no mercado internacional. Temos de trazer os agentes de tecnologia e competência – como o PEIEX, que forma capacidades nas empresas com ajuda de instituições acadêmicas e tecnológicas. Temos de trazer também instituições de financiamento, como BNDES e Banco do Brasil, banco privados. Em suma, ampliamos o leque de partícipes para que um projeto tenha sucesso.

A outra mudança é tirar o foco em eventos no exterior. O grande gasto que fazemos nos programas de sustentação das exportações é apoio à participação em projetos no exterior. Não há dúvida de que eles são importantes, mas me pergunto se são importantes a ponto de merecer 80, 90% do orçamento de um projeto. Precisamos examinar caso a caso. Há muito o elemento de inércia: já foi assim antes, vamos continuar fazendo assim. Cada vez precisamos ter mais planejamento estratégico.

Nesse particular, a integração com o Ministério de Relações Exteriores tem sido esplêndida. O MRE tem o conhecimento que não temos, que é o conhecimento de fora do Brasil. Faz isso há muitos anos, inclusive com braços comerciais – os Secoms. Juntar esses dois elementos é fundamental para gerar mais inteligência que, em última instância, é o elemento mais importante para qualquer ação. Entendimento, inteligência e planejamento estratégico.

AGÊNCIA CNI DE NOTÍCIAS – O senhor, então, defende maior governança para melhorar o desempenho do Brasil fora?

ROBERTO JAGUARIBE – A tendência de entidades é se considerarem centrais a todo o processo e acreditarem que podem resolver tudo sozinhas. Mas não podem. No início da criação da Apex, a relação era muito boa com o Itamaraty, no entendimento de quem tem representação e competência lá fora é o Itamaraty. Depois a Apex resolveu abrir escritórios em diversos lugares do mundo e criar entrepostos, uma série de experiências que não foram bem sucedidas. Não há dúvidas de que a Apex tem de ter participação mais direta na direção de certas coisas. Isso faz com que esse processo seja um pouco delicado, mas que, no momento, está indo muito bem.

Tenho a convicção de que seguirá muito bem para que cheguemos a uma frente única nesse processo. Lá fora, não adianta eu fazer A e o Itamaraty fazer B. Temos de atuar juntos. E aqui no Brasil as diretrizes têm de ser coesas e entrosamento também. Isso nos levará a uma plena integração, com a Apex tendo prevalência aqui no Brasil, pelo conhecimento do setor privado e produtivo como um todo, e lá fora o Itamaraty, em função da sua competência, estabelecida há tantos anos. Governança. É uma das razões para eu ter aceitado vir para a Apex.

Fonte: CNI

 

Por CNI

 

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