A multinacional norte-americana Eaton, maior fabricante mundial de transmissões automotivas, acaba de lançar uma nova transmissão projetada por seus engenheiros no Brasil, onde a empresa tem fábricas em Valinhos e Mogi Mirim (SP) e em Caxias do Sul (RS).
A transmissão FSC - 4505 tem cinco velocidades, todas sincronizadas, incluindo a marcha ré, e foi desenvolvida para uso em microônibus (até 11 toneladas) e caminhões leves (até 12 toneladas) de uso urbano, ou seja, em aplicações que exigem muitos engates.
“Pensamos especialmente no conforto do motorista e na economia, além de termos chegado a um produto durável, feito para agüentar 300 mil quilômetros de uso em microônibus e 350 mil em caminhões”, informou o diretor de marketing e vendas da Eaton, Ricardo Dantas, na entrevista coletiva de apresentação do produto, no último sábado, num resort do Guarujá. Em geral, no Brasil, as transmissões são feitas para durar 250 mil quilômetros.
Outra característica da FSO-4505 é o baixo ruído. Presente à coletiva, o engenheiro José Luiz Ferraz de Camargo, gerente da Eaton que esteve à frente do projeto, chamou a atenção para o fato de que a maior comodidade do usuário e a melhor precisão na troca de marchas se deve a um novo sistema de controle da caixa, com quatro varões. “O material utilizado também faz a diferença. Os anéis sincronizadores, feitos de aço sinterizado, são mais largos e revestidos com fibras de carbono EMFII, tecnologia patenteada pela Eaton”, disse Camargo.
O produto é novo, mas já vem testado em condições normais de uso no cotidiano. Segundo comunicado de imprensa da Eaton, o chefe de manutenção da Radial Transportes, Marcos Carvalho, declarou: “Depois que instalamos a transmissão 4505, o veículo tem trabalhado muito bem, com melhora de 90% em relação à caixa anterior. O engate dessa caixa é mais macio, tanto subindo marchas como nas reduções. No final do dia, estamos mais descansados”.
A nova caixa já equipa microônibus Agrale, modelo MA 10. O diretor Ricardo Dantas prevê um bom futuro para ela. A Eaton espera dobrar seu volume de negócios para o mercado interno e externo nos próximos quatro anos, com base especialmente na venda de transmissões para comerciais leves e pick-ups. A tendência de crescimento nessas faixas não é nova: segundo Dantas, a participação dos caminhões e ônibus leves cresceu de 26% para 38% nos últimos 10 anos, no total do mercado de caminhões e ônibus.