Donos de bares e restaurantes da Capital poderão negociar diretamente com empresas de radiotáxi ou profissionais de pontos fixos descontos ou outros benefícios a clientes.
Os acertos poderão ser feitos através de entidades do setor. Em reunião ocorrida ontem, na sede da Secretaria Municipal de Turismo, não houve consenso para acordo coletivo entre as partes. A definição de um desconto padrão ao usuário sempre que o táxi fosse chamado diretamente pelo estabelecimento, entre 22h e 1h, não foi aceito pelos taxistas. Esse foi o terceiro encontro para tratar do tema, motivado pela queda de 26% a 30% no movimento em bares e restaurantes do Estado com a implantação da Lei Seca.
Segundo o presidente do Sindicato dos Taxistas de Porto Alegre, Luiz Nozari, a possibilidade de utilização da bandeira 1 para esses clientes está descartada. 'Como vou cobrar a bandeira 1 de quem vai para o bar beber e bandeira 2 de quem vai levar o filho ao hospital?', questionou. O clima não é favorável ao desconto. 'Aumentou o GNV e não repassamos ao passageiro.'
O secretário municipal de Turismo, Luiz Fernando Moraes, disse que o principal objetivo era uma parceria mais forte entre os dois segmentos. O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, Pedro Hoffmann, disse que a entidade procurará cooperativas de táxis.