A indústria brasileira quer voltar a desempenhar o seu papel histórico no Produto Interno Bruto (PIB) e nas exportações do país. Para tornar públicos seus gargalos e cobrar soluções, está lançando uma campanha de um mês nos meios de comunicação com o intuito de esclarecer a população sobre sua situação real e mostrar aos gestores públicos os problemas que vem enfrentando.
O slogan adotado é "A Indústria Tem Pressa, o Brasil não Pode Esperar", com o qual também será veiculada uma chamada para que o governo federal realize uma desoneração mais ampla, e não apenas de determinados setores, como ocorreu com o segmento automotivo.
Em 2011, o setor viveu um período de estagnação, apresentando um crescimento de apenas 0,1%. Em 2012, vem demonstrando retração pela queda das vendas internas e externas, com repercussão na geração de empregos e de renda.
Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, é preciso desatar muitos nós que asfixiam a indústria brasileira, como os altos custos decorrentes da carga tributária, a precária infraestrutura de transportes e de logística em geral, além dos entraves da legislação trabalhista.
Para o gerente executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato Fonseca, para que se atinja o almejado desenvolvimento sustentável, é preciso haver uma indústria dinâmica que seja capaz de alimentar toda a cadeia produtiva.
Um dos problemas enfrentados pela indústria brasileira é a perda de competitividade nas exportações, inclusive com diminuição do seu percentual no comércio exterior. Por conta dessa e de outras questões, a CNI estabeleceu como meta recompor o poder econômico da indústria.
Para isso, será preciso estabelecer um diálogo com o governo federal para que haja políticas de incentivo eficientes e investimentos bem alocados capazes de criar uma infraestrutura adequada para a indústria do país.